Posted by: brainsstorm | Outubro 4, 2007

Guerra de Tróia - Parte II

E então anos se passaram, para que reunissem os grandes reis de toda a Grécia. Há muito tempo, antes desta história, esses mesmos reis (a maioria deles com mais cabelos e bem mais tolos e idiotas, evidentemente), tentaram desposar Helena. Tíndaro, que não é bobo nem nada, promoveu um juramento inquebrável: todos eles, em caso de roubo, rapto ou desaparecimento, deveriam unir-se para resgatá-la, independente de quem fosse o escolhido.E o escolhido foi Menelau, rei de Esparta, reino de armas. Pobre coitado.

Deixando o momento flashback pra lá, estavam todos reunidos na ilha de Aulis, esperando o mau tempo passar. Para tanto, foram necessários apenas alguns desentraves burocráticos, como a desonra de uma deusa, um sacrifício da filha do mais poderoso rei da Grécia, e detalhes ínfimos desse tipo. E então, toda a comitiva de incontáveis navios negros partiu para Tróia.

Claro, houveram diversos saques no caminho. E esses não são os de dinheiro - os gregos eram bem mais espertos do que pareciam. Nunca inventariam nada como as instituições bancárias.

O fato é que, num desses saques, uma bela moça foi dada a Agamêmnon, mais poderoso entre os reis gregos. Tal moça chamava-se Criseida. E Crises, humildemente, na sua posição de sacerdote de Apolo, foi comprar sua liberdade. E claro, o que o rei fez? Isso, enxotou o pobre coitado do velho sacerdote.

E o velho sacerdote, assim como qualquer outro velho sacerdote faria, recorreu ao seu velho deus. E seu velho deus, mais conhecido como Apolo, escutou prazerosamente o pedido. E em pessoa (ou seria divindade?) desceu do Olimpo, portando seu arco de prata, e espalhando uma grande praga entre os gregos. O que, claro, teria deixado os troianos bem felizes se o soubessem.

Nove dias de mortes e piras fúnebres se passaram. Aquiles, o mais poderoso entre os guerreiros, com os olhos ardendos e desenvolvendo novos tipos de alergia à fumaça, convocou uma assembléia.

- Vejam bem, é tudo bmuito simples: ou pedibmos para algum profeta que dnos explique o que diabos acodntece, ou sibmplesbmente vabmos embora. BMeu dnariz está bme bmatando.
- Aquiles, você está falando de um jeito tão esquisito… - pergunta um daqueles figurantes que seguram: “Pai, estou na guerra de Tróia!”
- É ridnite alérgica. - explica impaciente o herói.
- Aquiles, filho de uma deusa, eu poderei explicar o que acontece. Claro, se você me proteger de… hum, danos físicos que essas revelações podem me causar. Sabe, não temos realmente uma grande liberdade de expressão por aqui… - respondeu Calcas, advinho famoso, cujo dom diziam ter sido concedido por Apolo.
- Tá… edntedndi. Agabmêmnôn dnão vai tocar em você, dnão se preocupe.
- Toda essa desgraça que nos foi destinada deve-se ao fato de uma escrava, que por acaso é filha de um sacerdote, ter sido negada ao seu pai. E, para compensar, ela deverá ser devolvida com todas as honras, presentes e ainda um sacrifício básico.

Claro, isso tudo causou enorme estardalhaço, e Agamêmnon queria uma compensação. E para tal, escolhe a escrava destinada a Aquiles, Briseida, que, por mera coincidência do destino, era prima de Criseida (apenas uma informação que não terá utilidade alguma para a narrativa, mas que o narrador usa de vez em quando só para mostrar que sabe de alguma coisa). Aquiles, desonrado e puto por não poder fazer nada, vai chorar no colo de sua mãe.

Thétis, por sua vez, apiedada do filho que morreria em breve, foi implorar a Zeus. Hera, obviamente, ficou ardida de ciúmes, mas depois de uma breve discussão tudo ficou bem. Ou quase isso.

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