Motivos para o meu sumiço… Agosto 14, 2008
Posted by Allana in Besteirol, Blogs, Neuromancer.Tags: Besteirol, Motivos, Neuromancer
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Bem, esse não é o tom do blog (não costumo falar muito da minha vida por aqui, afinal), mas achei que os raros leitores do blog mereciam uma explicação. ;P
Eu sei, faz um bom tempo que eu não apareço, e não é só por não ter textos novos para mostrar. Bem, eu tenho alguns rabiscos inacabados que poderia postar, mas não quero que o Brainsstorm vire mais um acúmulo meu de rascunhos que pretendo acabar um dia.
O fato é que eu estou sem tempo. Resolvi que vou fazer a seleção do mestrado no final do ano, e acreditem: a bibliografia para estudar é enorme. Tem um monte de livros para ler, uns bem legais, outros chatos pra caramba, além de outras leituras para poder fazer o anteprojeto. Isso fora as aulas de informática e português. E os jogos de RPG nos fins de semana (não, eu NÃO abro mão), e meu namorado, e a família, e escovar os dentes… xD
Portanto, sempre que eu tiver tempo e/ou inspiração, vou aparecer por aqui. E bem, como só resta criar tempo (sim, a palavra é criar… ^^) para terminar os textos rascunhados, espero não demorar muito para aparecer de novo.
Uma notícia legal! Eu e uns amigos (mas a idéia original é de Daniel), estamos com um novo blog, voltado para generalidades de um modo geral (eu sei, é pleonasmo, mas aqui é estilístico). É o PENSOTOPIA, que tá ali do lado também.
Portanto, sejam boas pessoas, leiam e comentem!
E para deixar vocês na vontade… um dos rabiscos. =)
********************
- Ok, acho que é hora de negociar.
O cano da arma, ainda quente do tiro que a deixara em curto-circuito, roçava-lhe a nuca, arranhando levemente seus implantes. Atrás da nissei, um homem alto vestindo um sobretudo surrado segurava a pistola. Se ele sabia do preço daqueles implantes, não parecia se importar.
Ajoelhada no chão, Wired sentia a perna latejar fortemente, enquanto o sangue escorria em profusão pela viela suja. A poucos metros de distância, um mendigo parecia dormir, como se fizesse parte da paisagem. Os nervos óticos estavam falhando horrendamente – odiava as armas feitas para foder com os implantes. O cheiro de sangue se misturava com o de asfalto, metal enferrujado, suor e urina, que a nissei esperava que não fosse a dela. Seu braço esquerdo também estava inutilizado – uma das balas deve ter cortado a conexão neural. Logo os outros chegariam. Não tinha outra escolha.
- Quanto tão te pagando para me matar?
Um momento de silêncio que deu algum tempo para a tecnauta analisar a situação, e chegar a mesma conclusão: estava fodida.
- Quinhentos yenes novos. Por semana.
- Te pago mil se você matá-los para mim agora.
- Os outros dois? Mil por cada um. E você na minha cama essa noite.
Wired deu uma gargalhada fraca – até a risada fazia o resto do corpo doer.
- Nem pelo dobro eu me deitaria com você.
- Não é como se você estivesse por cima agora, belezinha.
- Quinhentos pelos dois, e de noite na minha cama.
- Fechado.
Tudo que pôde ouvir foi o som de passos e alguns tiros. Parecia ter sido atingida de novo, mas o desmaio veio como uma bênção antes que pudesse sentir mais dor.
**********
- Trazer ela aqui não fazia parte dos meus planos.
- Relaxe, Case. Só cale a boca, se quiser que ela saia daqui inteira. Putamerda, o que diabos você fez com ela?
- Esses tecnautas são sempre cheio de tranqueiras implantadas. Só queimei alguns. Isso não vai matá-la, vai?
Chad não respondeu, e aquilo parecia encerrar a conversa. Dar cabo dos dois capangas que estavam seguindo a japa não foi realmente problema. A conexão neural com as Ares Predatoris, juntamente com o amplificador de respostas garantiam que ele saísse de quase qualquer situação. Aquela tinha sido moleza.
Os amplificadores de sentidos permitiram que ele notasse a aproximação dos outros capangas, e ao entrarem na viela, um deles ainda teve tempo de fazer um disparo na direção da tecnauta. Case disparou dois tiros precisos, que caso o homem ainda estivesse vivo, não poderia mais ter filhos. O outro ainda tentou fugir, mas Case era muito mais rápido. Antes que ele pudesse perceber, já estava morto. Quando voltou para a mulher, percebeu que os ferimentos eram mais graves do que ele achava.
- Eu podia deixar ela pra morrer, não podia? Mas bem, ela negociou um bom preço pra ficar inteira. – Case comentou, com um sorriso cretino.
- Eu já disse pra calar a boca, porra.

Ahhh, sei lá senhorita, gosto tanto da coisa de além do texto/historia/quadrinho/filme. Poder ver o making of da coisa, eu sempre fico sugerindo isso mas… eu não resisto
Fale um pouco aquilo que você escreve, as inspirações, seu processo pra criação, coisas do tipo. Isso daria mais assunto a se escrever no blog basicamente..
Primeirão! Tchin! =D
MAS QUE DUCA! Cyberpunk (a estética) é muito bom! A minimicrorascunhada tá de parabéns, história muito boa. SÓ ESPERO QUE CONTINUE, CACETE. Ops.
=*
Antes de ler o seu texto:
Danou-se!
Esse artigo estava programado pra entrar há uns 4 ou 5 dias e estava tudo direitinho no “preview”. Ainda não tinha visto que embananou tudo.
Quanto ao extreme tracking, simplesmente não ajeita. =/ E tbm não coleta os dados que quero coletar. =p
Aeee, desiste não!
agora eu tb estou de volta…parei mas pq tava sem micro em casa
Oie!
Depois de ler os textos:
Vc faz bem em estudar. =) Sua ausência será compreensível, ainda que eu preferisse ter mais textos seus para ler.
E gostei muito da história da Wired! Mas vai ter continuação, né? Hehehe!!!
Bjos!!!
Outra: vc vai ter que dar uma pausa no domingo, 21/09. Tô falando pra vc marcar na sua agenda logo. ;p
O que você tem contra “acúmulo de rascunhos que pretende acabar um dia”? hein? run!
Confesso que tive que ler duas vezes pra pegar o clima do texto. Acho que minha “visão literária” tava desfocada para o gênero em questão. Talvez pelo fato de nunca ter lido ou jogado(só 1 vez em encontro não conta) nada no estilo cyberpunk.
Mas eu super-curioso em relação a Shadowrun, tenho muito vontade de ler, conhecer, de “consumir” esse cenário.
Por isso, trate de escrever!
=***