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Cinco músicas ruins que eu gosto

8 mai

Baseando-me em um post de Vinícius, resolvi compartilhar meu terrível gosto musical enumerando as cinco piores músicas que eu gosto. Sei que todo mundo tem isso, por mais que não tenha coragem de admitir: existe aquela música que assombra seu celular, ou sua playlist no computador, e você não tem coragem de exorcizá-la porque gosta dela de verdade.

Certo? Certo? Não…? Okay… .__.

1. Livin la vida loca – Ricky Martin

Quem me trouxe essa música de volta dos confis obscuros da adolescência foi Shrek 2, há uns bons anos atrás. Daí é uma presença mais ou menos constante na minha playlist. Pela batida, pelo ritmo, pela mistura tosca de espanhol com inglês.

2. Everybody’s fool – Evanescence

Outra música zumbi dos recônditos dos anos teen. A verdade é que tem outras músicas do primeiro CD de Evanescence que escuto até hoje, mas como queria ampliar meu leque de músicas ruins, resolvi usar essa como exemplo.

3. Cities of the future – Infected Mushroom

Essa música, pra mim, representa todo um feeling cyberpunk: a batida rápida, as variações de ritmo, e serve de trilha sonora perfeita pra maioria das coisas cyberpunk que eu leio. E o pedacinho de letra dela também tem tudo a ver. Mas que eu não veria isso ao vivo, hmn, não veria.

E convenhamos, não é todo mundo que curte um psytrance loucão, né?

4. Driving to nowhere – Hadouken

Piadas a parte (Shoryuken!), conheci essa banda através do meu namorado, Nino, e é outra que não sai dos dispositivos móveis. Eu não sei se é exatamente ruim, mas como música eletrônica sofre diversos tipos de ojeriza randômicas, resolvi listá-la aqui. Gosto do ritmo, da batida, e penso em pelo menos três começos de pequenos contos quando escuto essa. Um dia escrevo.

5. Girl’s not grey – AFI

Porque eu gosto de cantar arruinar essa música no Rock Band.

UPDATE:

6. Miss Independent – Ne-Yo

Gosto de clipes com historinha, gosto de músicas com uma batida diferente, e não costumo gostar de rap e adjacências musicais. Mas tenho um irmão mais novo (aquele que você sempre culpa por quebrar o que quer que seja na sua casa) que tem um gosto um tanto terrível diferente do meu. E entre os cantores do ramo, gosto de pensar que Ne-Yo é o menos mal. Na verdade, isso é só desculpa e eu gosto dessa música.

7. Killing Loneliness – H.I.M.

Traduz essa música e Reginaldo Rossi canta lindamente, ao lado de Joelma do Calypso. E olha pra esse cara. Precisa de mais?

8. Head up high – Firewind

Jogue algumas palavras-chave num saco, balance, puxe algumas e você tem uma música de Firewind (que foi muito feliz em um cover de Maniac). Certeza que eles fizeram álbuns inteiros assim, brincando de Bingo do Metal.

9. Savior – Rise Against

A vantagem de ouvir Rise Against é desligar o cérebro e deixar tocar no player aleatoriamente. As músicas são todas iguais, não? E alguém pode me dizer qual é a da polga de bichos de pelúcia?

10. Misery Business – Paramore

Quanto mais eu vejo esse clipe, menos sentido ele faz. É um ciclo vicioso, certeza.

Celulares e a invasão de privacidade

12 abr

Verdade seja dita, nunca gostei muito de celulares. Quando comecei a trabalhar – e, por conseguinte, passar o dia fora de casa, numa fase tão tosca idílica que é a adolescência – meus pais tentaram me empurrar um aparelho herdado por eles. Foi um hábito difícil de adquirir: eu esquecia o bendito em casa, desligava para assistir às aulas e esquecia de ligar quando saía, colocava no silencioso e não lembrava de olhá-lo…

Tudo bem que o aparelho era um trambolho: ele já estava ultrapassado quando me passaram a herança. Tecnologia, essa danadinha, sempre fazendo você desejar o último lançamento do que quer que seja. Mas não era por uma vaidade adolescente imbecil (bem, eu era adolescente, e certamente era imbecil, mas não a esse ponto). O que eu realmente detestava era a capacidade que o celular dava aos outros de me encontrar em qualquer lugar, a qualquer momento, e a suposta obrigação em atendê-lo.

Eu, menina revolucionária, via apenas a opressão naquilo, e as reclamações de quando eu não atendia celular. Os perigos do mundo exterior não tinham entrado ainda na cabecinha vazia – é fácil passar o dia fora, experimentar alguma liberdade e não avisar aos pais que você vai sair com uns colegas de sala para almoçar. Na minha mente simplista, todo mundo sabia onde eu estava: ou no trabalho, ou na escola, ou em casa. Não me ocorria que, caso eu passasse mal, sofresse algum acidente ou qualquer coisa parecida, podia ligar para os meus pais chorando e pedindo para alguém me buscar. Pensava no celular como um invasor do espaço individual, e continuo achando.

Evito ligar para pessoas porque, intimamente, sinto estar incomodando. Sou eu quem quer falar com você, e não o contrário. Essa pessoa pode estar dormindo, divagando no banheiro, tendo momentos íntimos com namorado(a), e tá lá o bendito do celular tocando. Ligo para meus chefes porque não tenho lá muita escolha (questões urgentes que demandam a comunicação, por exemplo), e porque eles me deram essa liberdade. Mas não o faço de bom grado, e posso listar diversos exemplos.

Já me ligaram de duas e meia da manhã (me acordando de um sono muito bom, devo destacar) alegando que tinham anotado meu número em um programa de rádio. Obviamente mentira. Ou o sujeito tinha trocado um dígito e a azarada fui eu, ou é algum infeliz sem coração para ligar de madrugada para mim. Pior foi saber que, depois de umas frases mal educadas, ele ainda insistiu em me ligar. Salvei o número como “Não atenda nem no apocalipse zumbi” e passei a ignorar as chamadas.

(Tenho alguns números salvos na agenda com alcunhas semelhantes, como “Cara chato vendedor de seguros”. Nem lembro de todas as ocorrências, mas quando vejo um “não atenda”, silencio o toque e continuo a fazer o que quer que eu esteja fazendo. E vivo muito bem, obrigada).

Uma colega já deu meu número como referência para o financiamento do carro, e me ligou por volta das seis da manhã de um sábado para informar o fato. Mais uma vez, eu estava dormindo, e de uma daquelas noites bem tardias. Sorte dela que a financeira nunca resolveu me ligar; de vingança, diria que nunca a vi na vida. Ou que era uma caloteira, coisa parecida. Seria criativa.

Há ainda os cassos clássicos que de tão corriqueiros aprendemos a ignorar: no cinema, na aula, e longe da sua casinha de sapê. No meio de uma reunião, você esquece de ativar o modo silencioso e o tema de Game of Thrones toca nas alturas. Seu chefe, simpático, pergunta: “Ah, você assiste também?”. Incovenientes cotidianos que minam sua boa vontade e seu bom humor. Pelo menos, o meu bom humor.

Há quem diga que isso é falta de educação. Penso que, na verdade, a fina arte da etiqueta não estava pronta para receber essa possibilidade de conexão entre as pessoas, tão imediata, tão possível em qualquer lugar. Mas consensos surgem a partir de necessidades, não de possibilidades. E se não começarmos a nos policiar, a tendência é sempre piorar.

Representação do feminino em Disney

30 nov

Porque mesmo contos de fada podem se atualizar…

Que eu adoro desenhos animados não é nenhuma novidade – tenho uma criança de 24 anos dentro de mim que espero conseguir manter pro resto da vida. Que ela amadureça e aprenda com as experiências por vir, mas que não perca a capacidade de se envolver e se encantar com contos de fada.  Mesmo quando eles se tornam seus objetos de pesquisa.
E em vésperas de estreia de Rapunzel 3D (sim, faz tanto tempo assim que não atualizo o blog), e enquanto escrevo sobre a primeira princesa Disney, Branca de Neve, me pego pensando em como meios de reprodução cultural conseguem se atualizar, embora mantendo o “politicamente correto” e continue propagando a defesa de certos valores.

Isso não é bem politicamente correto...

Para tanto, basta levar em conta o recente A Princesa e o Sapo (2009) e o Branca de Neve e os Sete Anões (1937) (uau, 72 anos!). Walt Disney criou, sem sombra de dúvida, uma nova forma de encarar a animação. Juntou música ao cinema e construiu o jeito “Disney” de fazer desenhos animados. Claro que contra seu estilo surgiram outros, o que, a meu ver, apenas enriquece a linguagem, mas não podemos negar que ele tinha visão. Toda garota quis ser uma princesa Disney um dia (Bela é, de longe, a minha favorita, seguida de perto de Jasmim), e seu modo de visualizar os personagens influencia diversas outras versões das histórias, mesmo quando elas têm o intuito de subvertê-las.Vejamos, porém, como o mesmo estúdio se adapta aos novos papéis sociais desempenhados por suas heroínas.

Branca de Neve é meiga, bondosa, e, para nossos padrões, extremamente passiva. É caçada pela madrasta, que tem inveja de sua beleza inigualável, e em momento algum deseja vingança ou recompensa pelos seus bons atos. Casa-se com seu amado e, ao final, vai embora em seu cavalo branco rimo ao castelo, onde terá seu “felizes para sempre”. A madrasta morre enquanto tenta fugir dos anões, seguindo a máxima de que “o mal se destrói por si mesmo”.

"So whistle when you work..."

Claro que devemos pensar no contexto em que o filme foi produzido, bem como as possíveis intenções dos idealizadores. Final da década de 30, a mulher ideal devia dedicar-se à casa, e tudo o mais. E esses valores estão reproduzidos no filme de forma pouco sutil, através de uma Branca de Neve que arruma a casa para anões órfãos, que os manda lavar as mãos antes das refeições, e que se deixa enganar pela sua rival quando esta lhe oferece uma suposta “maçã dos desejos”.

Em contraposição, temos Tiana, uma moradora de Nova Orleans… espera aí, é um cenário real? Um conto de fadas que se passa em uma cidade real, e que faz referências à cultura local, inovando com músicas de jazz e afins? Não é a primeira vez que Disney tenta essa atualização, claro. Encantada (2008) faz isso muito bem, inclusive, subvertendo a linguagem tão específica dos filmes do estúdio, quando o interesse romântico da personagem reclama: “Não, sem cantar de novo! Ei, mas e por que estão todos cantando e dançando com ela?!”. As referências se dão de maneira caricata, não dá para negar, mas… é um começo!

Mencionei que ela é uma princesa negra?

E Tiana, uma moça órfã de pai, sonha em ter seu próprio restaurante. Trabalha três expedientes para juntar o dinheiro e sequer pensa em casamento, concentrada em sua vida profissional. Até aqui, são dois arquétipos bem diferentes sendo representados. A atual, com um espírito mais independente, acredita que qualquer recompensa deve vir do seu trabalho.

A atualização se torna necessária. Afinal, a criança – os filmes se destinam principalmente ao público infantil, não se pode negar – não raramente é filha de mãe solteira, ou filha de mãe que trabalha fora. O arquétipo da dona-de-casa exclusiva não é a regra atualmente, e não convenceria totalmente. Temos aí a necessidade mercadológica, pois o púbico precisa identificar-se com a história contada. E por público, entenda as crianças e os pais das crianças que vão levá-las. E claro, o público que cresceu assistindo os clássicos Disney e que vai continuar assistindo todas as charmosas animações.

Outros filmes – e aqui eu me limito apenas ao cinema, por ser o mesmo campo de comparação que comecei – já fizeram isso. Shrek é um exemplo clássico de paródia aos contos de fada, começando pela princesa que luta kung fu, bem como todas as outras referências às princesas Disney (Branca de Neve sendo levada pelos passarinhos da floresta, por exemplo, foi particularmente engraçado). Mas o importante é notar que mesmo produtoras clássicas (ou politicamente corretas) se deram ao trabalho de realmente adaptar histórias ao seu público. Mais uma vez, reforço a questão do contexto; são 73 anos de diferença, afinal!  E ainda assim, penso ser interessante observar esse tipo de evolução nas representações.

É isso, pessoal! Nada de novos textos por enquanto, mas não pensem que não pretendo voltar. ;)

[Besteirol] Sobre o andamento de algumas coisas

14 jul

Essa semana eu estava matutando se fazer um post como esse valeria a pena. Por quê? Bem, o Brainstorm não é um diarinho. E até porque meu cotidiano não tem nada de láá muito interessante para se contar. Mas como ultimamente eu não ando dando as caras por aqui, achei que devia uma satisfação para meus 1d4 leitores.

Para quem me acompanha do twitter, sabe que eu não venho falando em outra coisa que não minha qualificação.  E para quem não sabe o que é uma qualificação de pós-graduação, é um tipo de pré-defesa. Você escreve uma parte da dissertação, apresenta e te dão uma nota por isso, que vai de 0 a 10. Sim, é passível de reprovação. E é por isso que eu estou morrendo de medo. xD

E bem, nos últimos dois meses, eu não tenho conseguido pensar em muita coisa além disso. Foi bom por um lado, porque eu coloquei as leituras de estudo em dia (ou ao menos uma parte delas), e foi ruim por outro, já que as minhas leituras de lazer estão se amontoando vertiginosamente, de um jeito que eu tenho medo que os livros me soterrem qualquer dia desses.

Mas então, caminhando do ponto do ônibus para o meu trabalho, pensei que talvez alguém achasse interessante quais os diabos que vêm ocupando meu tempo e minha mente no último ano. Então, por que não falar da minha pesquisa no mestrado? Se você não achar interessante, pode parar de ler por aqui. =D

Resolveu continuar? É por sua conta e risco. =D Então, em julho de 2008, eu botei na cabeça que queria tentar o mestrado em literatura. E então veio a grande questão: “o que eu vou fazer ali?”. Durante a minha graduação, eu tive grande interesse na área de Clássicas (literatura grega e romana, grosso modo; curso que agora minha amiga Elisa está levando). Eu sempre gostei de mitologia, e naquela linha, o tempo que eu gastei na infância lendo enciclopédias parecia servir de alguma coisa. Mas numa pós graduação eu precisava, no mínimo, saber grego antigo ou latim. De preferência, os dois. E a minha disposição pra estudar qualquer uma das línguas tendia ao zero. Não que não seja uma área interessante, pelo contrário. É só que eu sentia que, apesar de gostar daquilo, eu não conseguiria ir adiante. Resolvi que a área de clássicas ficaria nos meus interesses secundários ou terciários.

E então, que fazer? Olhei para minha prateleira. Ora, eu devo ter algo a dizer sobre alguma coisa. Não sobre Mark Twain, certamente (“Nada pessoal, Tom Sawyer e Huck Finn”). Ou sobre Edgar Alan Poe (“caramba, tanta gente já falou sobre Poe, e certamente deve-se ter algo a mais a ser dito, mas não vai sair de mim”).  Ou mesmo sobre Conan Doyle (“Eu não sou nada elementar, minha cara Allana”). Talvez Machado de Assis (aquele mesmo que eu odiei durante a adolescência, e vim reconhecer na universidade)? Não. Toneladas de trabalhos existem sobre Machado de Assis. Sheaskespeare está no mesmo barco. Até que eu vi os dois primeiros números da minissérie Fábulas: As 1001 Noites, e pensei: “Literatura infantil e quadrinhos: não vejo falhas nesse plano”.

Procurei a coordenadora da pós-graduação na época, e expus minha ideia: fazer uma comparação entre a personagem Branca de Neve do conto infantil, dos irmãos Grimm, e a personagem do quadrinho, detendo-se apenas à minissérie, e não à revista mensal. Ela gostou e recomendou que eu procurasse meu atual orientador, pois ele vinha da área de Comunicação. Como eu imaginei, não havia ninguém de Letras, em João Pessoa, que trabalhasse com quadrinhos (problema que será sanado nos próximos anos, quando eu fizer um concurso para professor, Mwahauahauahahaua!). E bem, eu não queria me bandear pro lado de Comunicação. xD

Marquei com o professor, falei da ideia, e ele topou, com duas condições: que eu buscasse a teoria sobre quadrinhos por minha conta, porque não era a área dele, e que acrescentasse ao corpus o desenho animado Branca de Neve e os Sete Anões, da Disney. Topei. Me deu (e está me dando) um puto de um trabalho, porque eu não sabia (e ainda não sei muita coisa) nada sobre cinema, mas estamos aqui. Fiz a seleção, passei na rasteira, e cá estamos nós. Lendo sobre cinema, sobre literatura infantil, sobre quadrinhos, sobre regimes de focalização, sobre a representação da figura feminina e tentando juntar as peças.

Então, que caminho seguir? Conhecia um pouco de literatura infantil, então fui logo atrás de Vladimir I. Propp, estruturalista russo que estabeleceu 31 funções de personagens sempre presentes nos contos infantis. Basicamente o cara listou funções como: “O herói sai de casa”; “o antagonista busca informações sobre o herói”; “uma proibição foi imposta”, e assim por diante. Fazer uma análise de Branca de Neve me permitiu fazer uma comparação direta com o filme: exatamente o quê estava no conto que não estava no filme? E o contrário? E o mais importante: por que essas mudanças foram feitas?

E então, começou a busca  por material de cinema. Sem dúvida, a parte mais difícil pra mim. Teorias de adaptação cinematográfica, contexto de produção etcs. Muito produtiva pessoalmente, me abriu muito os olhos em relação a adaptações para o cinema. Se eu era uma fangirl chata, hoje sou menos fangirl. Não menos chata. xD

Daí, ler sobre quadrinhos. Sem dúvida, a melhor parte do trabalho. Will Eisner e Scott McCloud, principalmente. Certamente os melhores – no sentido de mais divertidos – livros de estudo que eu já li. Se alguém tiver interesse em quadrinhos, são excelentes recomendações.

Bem, se alguém conseguiu ler até aqui, e se interessar por saber algo a mais sobre o trabalho, é só falar, que eu posso postar algo mais. É isso, pessoal. Quanto ao Hunter HS, eu não desisti, mas estou pensando em repaginá-lo profundamente. Até lá!

Campanha – Melhor Ler

24 dez

Bem, pessoal, o Alexandre, do Zona Neutra, me pediu que indicasse dois livros para os leitores. A idéia da campanha é divulgar livros que sejam boas leituras, aproveitáveis de algum modo. O Alexandre viu algo parecido no orkut e trouxe para os blogs.

Confesso que é a primeira vez que eu realmente acho um MEME interessante – essas coisas de “fale coisas aleatórias sobre você”, ou “você posta pra encher linguiça, eu posto também, e todos ganhamos mais visitas” não me interessa muito. Acho que é forçar a barra. Claro, tem uns engraçados e divertidos, mas normalmente eles destoam bastante da temática geral do blog.

E deixando a baboseira de lado, vamos às indicações!

  1. Neuromancer, de William Gibson: eu já falei dele no Pensotopia, mas não custa ressaltar. Neuromancer é o primeiro romance de uma série (a Trilogia do Sprawl), e é um verdadeiro marco para o que chamamos de cyberpunk. Tem uma narrativa rápida – quase vertiginiosa – e uma quantidade assustadora de informação por parágrafo. E rende ótimas idéias. Editora Aleph, 2003.
  2. Noite na Taverna, Álvares de Azevedo: não é bem um romance, mas uma reunião de oito contos bem no clima do Romantismo: tétrico, cheio de sinistrimos e referências a outras histórias famosas.

E agora, quem continuará a campanha:

  1. Italo, do Rascunhos de uma Mente
  2. Elisa, do Fábulas da Vida e também do Pensotopia.

E hoje é meu aniversário! XD Congratz me!

Feliz Natal! :D

14 dez

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Feliz Nataaaaaaaaaaaaaaal! :]

Happy Hallowen!

31 out

Feliz dia das Bruxas!

Eu não podia deixar passar essa, né? ;)

Motivos para o meu sumiço…

14 ago

Bem, esse não é o tom do blog (não costumo falar muito da minha vida por aqui, afinal), mas achei que os raros leitores do blog mereciam uma explicação. ;P

Eu sei, faz um bom tempo que eu não apareço, e não é por não ter textos novos para mostrar. Bem, eu tenho alguns rabiscos inacabados que poderia postar, mas não quero que o Brainsstorm vire mais um acúmulo meu de rascunhos que pretendo acabar um dia.

O fato é que eu estou sem tempo. Resolvi que vou fazer a seleção do mestrado no final do ano, e acreditem: a bibliografia para estudar é enorme. Tem um monte de livros para ler, uns bem legais, outros chatos pra caramba, além de outras leituras para poder fazer o anteprojeto. Isso fora as aulas de informática e português. E os jogos de RPG nos fins de semana (não, eu NÃO abro mão), e meu namorado, e a família, e escovar os dentes… xD

Portanto, sempre que eu tiver tempo e/ou inspiração, vou aparecer por aqui. E bem, como só resta criar tempo (sim, a palavra é criar… ^^)  para terminar os textos rascunhados, espero não demorar muito para aparecer de novo.

Uma notícia legal! Eu e uns amigos (mas a idéia original é de Daniel), estamos com um novo blog, voltado para generalidades de um modo geral (eu sei, é pleonasmo, mas aqui é estilístico). É o PENSOTOPIA, que tá ali do lado também. :) Portanto, sejam boas pessoas, leiam e comentem! :D

E para deixar vocês na vontade… um dos rabiscos. =)

********************

- Ok, acho que é hora de negociar.

O cano da arma, ainda quente do tiro que a deixara em curto-circuito, roçava-lhe a nuca, arranhando levemente seus implantes. Atrás da nissei, um homem alto vestindo um sobretudo surrado segurava a pistola. Se ele sabia do preço daqueles implantes, não parecia se importar.

Ajoelhada no chão, Wired sentia a perna latejar fortemente, enquanto o sangue escorria em profusão pela viela suja. A poucos metros de distância, um mendigo parecia dormir, como se fizesse parte da paisagem. Os nervos óticos estavam falhando horrendamente – odiava as armas feitas para foder com os implantes. O cheiro de sangue se misturava com o de asfalto, metal enferrujado, suor e urina, que a nissei esperava que não fosse a dela. Seu braço esquerdo também estava inutilizado – uma das balas deve ter cortado a conexão neural. Logo os outros chegariam. Não tinha outra escolha.

- Quanto tão te pagando para me matar?

Um momento de silêncio que deu algum tempo para a tecnauta analisar a situação, e chegar a mesma conclusão: estava fodida.

- Quinhentos yenes novos. Por semana.
- Te pago mil se você matá-los para mim agora.
- Os outros dois? Mil por cada um. E você na minha cama essa noite.
Wired deu uma gargalhada fraca – até a risada fazia o resto do corpo doer.
- Nem pelo dobro eu me deitaria com você.
- Não é como se você estivesse por cima agora, belezinha.
- Quinhentos pelos dois, e de noite na minha cama.
- Fechado.

Tudo que pôde ouvir foi o som de passos e alguns tiros. Parecia ter sido atingida de novo, mas o desmaio veio como uma bênção antes que pudesse sentir mais dor.

**********

- Trazer ela aqui não fazia parte dos meus planos.
- Relaxe, Case. Só cale a boca, se quiser que ela saia daqui inteira. Putamerda, o que diabos você fez com ela?
- Esses tecnautas são sempre cheio de tranqueiras implantadas. Só queimei alguns. Isso não vai matá-la, vai?

Chad não respondeu, e aquilo parecia encerrar a conversa. Dar cabo dos dois capangas que estavam seguindo a japa não foi realmente problema. A conexão neural com as Ares Predatoris, juntamente com o amplificador de respostas garantiam que ele saísse de quase qualquer situação. Aquela tinha sido moleza.

Os amplificadores de sentidos permitiram que ele notasse a aproximação dos outros capangas, e ao entrarem na viela, um deles ainda teve tempo de fazer um disparo na direção da tecnauta. Case disparou dois tiros precisos, que caso o homem ainda estivesse vivo, não poderia mais ter filhos. O outro ainda tentou fugir, mas Case era muito mais rápido. Antes que ele pudesse perceber, já estava morto. Quando voltou para a mulher, percebeu que os ferimentos eram mais graves do que ele achava.

- Eu podia deixar ela pra morrer, não podia? Mas bem, ela negociou um bom preço pra ficar inteira. – Case comentou, com um sorriso cretino.
- Eu já disse pra calar a boca, porra.

Novo Banner! =)

1 jun

Então, como vocês podem ver, temos um novo banner. E para agradar ao público, temos meu alter ego e o alter ego do meu alter ego!

Ficaram confusos? Era essa a idéia! Há!

Confiram o desenho completo:

Tan dan!

E bem, eu esqueci de dizer, mas as cores quem fez foi meu amigo Aluízo, cuja galeria vocês podem ver aqui!

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Enquete – Banner do Blog

12 abr

Bem, eu nunca fui uma especialista em personalizar blogs, mas se tem uma coisa que eu gostaria saber de fazer era página de internet. Mas me falta a paciência.

Mas o que me traz aqui nessa sexta-feira pseudo-chuvosa não é mais um dos meus textos (vai ser da próxima vez, juro solenemente), mas sim o fato de querer propor a vocês, caros leitores do Brainstorm, uma pequena enquete, a respeito do banner.

Eu fiz um novo desenho, e com as super-cores de Aluízo Júnior (cujos desenhos vocês podem encontrar aqui) pretendia colocá-lo no banner. Mas resolvi fazer a enquete, para saber como anda a preferência da super-heroína ali em cima.

Então, por favor, comentem!


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