Guerra de Tróia – Parte 3

4 out

E a guerra continuou, mesmo estando o Melhor dos Gregos fora dela, de bobeira, descansando na sua nau. E claro, obviamente, os gregos começaram a levar uma sova dos troianos. Nesse meio tempo, contudo, várias histórias parecem que foram difundidas. Acredito que isso se deva à falta do que fazer durante as noites de vigília.Foi proposto um combate singular (também conhecido como duelo, para os mais desinformados) entre Menelau, o marido traído, pilhado e desprovido de seu precioso vinho, e Páris, o pastor magricela de cabelos cacheados. Depois disso, a guerra estaria acabada. Resolução essa ótima para ambos os lados – afinal, essa história de guerras longas acaba enchendo o saco.

Dessa vez não havia sequer aquelas rodas de apostas ilegais. No máximo os espectadores tentavam advinhar quanto tempo o pobre Orlando Bloom… er, o pobre pastor duraria sob a lâmina do loiro Menelau.

E o combate teve início, e seu resultado parecia óbvio. Mas eis que, Afrodite, em sua benevolência-mor, arrebatou Páris, segundos antes de sua decapitação, para a tutela de Helena – mais exatamente para a cama de Helena. Obviamente que o senhor de Esparta não aceitou o resultado, e a guerra continuou do mesmo jeito.

Houve ainda o notório combate entre Ajáx e Heitor, este o mais poderoso dos troianos. Ele seria um ótimo protagonista, se não tivessem pago um cachê maior a Brad Pitt, er, a Aquiles. A luta estava acirrada – Ajáx golpeava incansavelmente, enquanto Heitor revidava, aproveitando-se da lentidão de seu adversário. E as horas se passaram. O sol se pôs e nada de terminarem o duelo. Quando a lua já brilhava alta no céu, Heitor embainhou a espada e iniciou o diálogo:

– Acho melhor pararmos por hoje, caro Ajáx. Sabe, sou pai de família, tenho esposa, um filho e ainda um pai velho e doente. Você compreende, não é?
– Perfeitamente. Afinal, eu também estou cansado, e preciso resolver algumas coisas no acampamento grego. Entraves burocráticos, entende?
– Claro, claro. Mas veja só, este foi um combate realmente excelente. Podemos terminá-lo amanhã?
– Ah, mas sem dúvida! Seria um prazer! – respondeu animado Ajáx, desamarrando o escudo que trazia no braço esquerdo – Veja bem, meu caro Heitor, matador de gregos… quero honrá-lo com este presente. Este escudo me foi dado por meu pai, então, é de um enorme valor sentimental para mim. E como sei que você fará bom uso dele…
– Ah, muito obrigado. – e desembainhando novamente o gládio coruscante, Heitor o oferece honrosamente – E, para demonstrar minha gratidão, ofereço-lhe minha espada, forjada com o melhor bronze de toda a Frígia.

E felizes, os combatentes voltaram para seus respectivos assuntos.

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