Guerra de Tróia – Parte 4

4 out

 E as batalhas tiveram, enfim, continuidade. E um fim.

Heitor, num ímpeto de coragem e força, consegue finalmente invadir o acampamento grego, queimando um dos navios negros. Claro que isso se deu a um grande golpe de sorte – principalmente por haver um barril de querosene para que assim ele pudesse libertar seus instintos incendiários.

Pátroclo, amigo de Aquiles e também grande guerreiro, pede permissão para usar as armas e a armadura deste. Só pra assustar os troianos.

E até que teria sido uma boa idéia. Se Heitor não estivesse por perto, claro. O pobre Pátroclo, diante do maior guerreiro troiano, cai antes mesmo que pudesse dizer: “Ai”. E ainda por cima é despojado das armas emprestadas. Olha só o desmantelo.

Aquiles então, tomado pela fúria, diante do corpo do seu melhor amigo (e aqui entra a dúvida de muitos historiadores, afinal, as tendências homossexuais eram muito comuns entre os gregos), resolve voltar para a guerra. Os troianos, só com a notícia, já ficam com medo. Claro que a carnificina é digna de um quadrinho japonês.

E então Legolas… hum, Páris, o covarde pastor de cabeleira cacheada, com as mãos guiadas por Apolo do Arco de Prata (embora fosse de conhecimento público de fosse um arco de madeira mesmo, porque a prata seria impossível de ser utilizada na fabricação de um arco), acerta Aquiles no calcanhar, matando-o. Tétis, a ninfa-mãe de Aquiles, ao nascimento do filho, banhou-o no rio Estíges, o que o tornaria invulnerável. Contudo, precisou segurar o bebê pelo calcanhar, sendo essa, portanto, a única parte vulnerável do seu corpo.

Claro que todos se perguntam porque ela não segurou o bebê pela outra perna depois, e deixando-o assim completamente invencível. Mais uma daquelas perguntas que ninguém poderá responder.

Aquiles então, padece. E finalmente os gregos ganham a maldita guerra de dez anos. E pilham a cidade, matando os homens e tomando as mulheres como escravas de propósitos escusos (além, claro, dos propósitos mais práticos, como lavar a roupa, cozinhar, entre todos esses detalhes). E depois voltam para suas casas, sendo que a maioria morre no meio do caminho, ou nunca consegue chegar aos seus lares. Coitados.

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